O investigador da Polícia Civil Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, preso durante a Operação Perfidus, deflagrada em João Pessoa na última terça-feira (2), já havia sido homenageado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) pelos serviços prestados à sociedade paraibana.
Em 2020, o agente recebeu o Diploma de Honra ao Mérito em solenidade realizada na Casa de Epitácio Pessoa. A honraria foi proposta pelo deputado estadual Walber Virgolino e concedida em reconhecimento aos “relevantes serviços prestados à sociedade paraibana”, conforme consta no documento oficial da homenagem.
A homenagem voltou a repercutir após a prisão do investigador no âmbito da Operação Perfidus, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e que teria contado com a participação de agentes públicos.
De acordo com as investigações, Eduardo Jorge Ferreira do Egito desempenhava um papel estratégico no esquema criminoso. A Polícia aponta que ele utilizava equipamentos de rastreamento para monitorar carregamentos de drogas, acompanhando tanto a movimentação dos traficantes quanto de grupos rivais, o que permitia interceptações e desvios de cargas ilícitas.
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As apurações também identificaram indícios de que o investigador utilizava a própria residência para armazenar entorpecentes, facilitando as atividades da organização.
Além de “Mão Branca”, a operação resultou na prisão do delegado Braz Morroni, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), e do agente Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido pelos apelidos “Bomba” e “Bombado”. Segundo a investigação, Everton era considerado um dos principais operadores do grupo, atuando como elo entre integrantes das forças de segurança e traficantes.
A Operação Perfidus segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre o suposto envolvimento de agentes públicos com o tráfico de drogas na Paraíba.
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