investigador da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e o delegado Braz Morroni

As investigações da Operação Perfidus trouxeram à tona áudios que revelam a relação conturbada entre o investigador da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e o delegado Braz Morroni, ambos presos sob suspeita de participação em um esquema de desvio e revenda de drogas na Paraíba.

Em uma das gravações analisadas pelos investigadores, “Bomba” faz comentários depreciativos sobre Morroni e chega a minimizar sua importância dentro do grupo. Em um dos trechos, o policial afirma que o delegado “morto, não serve de c… nenhum”, demonstrando o nível de desprezo com que se referia ao colega de corporação.

A declaração chama atenção porque contrasta com as conclusões da investigação, que apontam Everton Aires como uma das principais lideranças da organização criminosa. Com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil, ele é apontado pelos investigadores como possível mentor do esquema que teria desviado drogas apreendidas em operações policiais para revendê-las a traficantes.

Preso na última semana durante operação conjunta do Ministério Público da Paraíba e da Polícia Civil, “Bomba” é descrito nos autos como peça central da estrutura criminosa. Segundo as apurações, ele exercia influência sobre integrantes da organização e atuava diretamente na articulação entre policiais e membros do tráfico.

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Apesar das críticas dirigidas ao delegado, os investigadores sustentam que Braz Morroni integrava o esquema. De acordo com os relatórios da operação, o delegado era mantido na estrutura criminosa por representar uma espécie de proteção institucional ao grupo, em razão do corporativismo existente entre delegados da corporação.

As investigações apontam ainda que a organização criminosa contava com a participação de policiais civis e traficantes, que atuariam em conjunto no desvio de entorpecentes apreendidos para posterior comercialização no mercado ilegal.

A Operação Perfidus segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre o alcance do esquema e o envolvimento de outros agentes públicos nas atividades criminosas investigadas.

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