A Justiça da Paraíba recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pelo assassinato do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como Rubinho. A decisão foi proferida nesta terça-feira (21) pela juíza Flávia de Souza Baptista, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.
Com o recebimento da denúncia, a ação penal passa a tramitar formalmente contra os dois acusados. Na decisão, a magistrada concluiu que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, autorizando o prosseguimento do processo.
O homicídio ocorreu na madrugada de 21 de junho, no estacionamento de um evento de São João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano. Conforme a denúncia do MPPB, Christian é apontado como o autor dos disparos que atingiram fatalmente o engenheiro, enquanto Larissa responderá por participação no crime, sob a acusação de ter instigado o namorado e prestado auxílio material para a execução do homicídio.
Entre os elementos analisados pela Justiça estão depoimentos de testemunhas que relataram a dinâmica do crime. Segundo a decisão, uma das testemunhas afirmou ter visto Christian se aproximar da vítima com uma pistola em mãos, afastar uma pessoa que estava ao lado de Rubinho e, em seguida, efetuar um disparo no peito do engenheiro.
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De acordo com a denúncia, a arma utilizada seria uma pistola calibre 6,35 milímetros, e o disparo teria sido realizado de surpresa, impossibilitando qualquer reação da vítima. O Ministério Público sustenta que o empresário agiu por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa do engenheiro.
Além do homicídio qualificado, Christian Medeiros também responderá pelos crimes de duas lesões corporais e porte ilegal de arma de fogo. Embora a defesa sustente que Larissa desconhecia a existência da arma, a juíza destacou que há indícios de que ela tinha conhecimento prévio do armamento e de sua utilização.
Em relação à namorada do empresário, o Ministério Público afirma que testemunhas relataram que ela acompanhava a rotina do ex-marido e teria incentivado Christian a cometer o crime, alimentando um sentimento de vingança e hostilidade contra Rubens Fernandes da Costa Filho.
Ao determinar o recebimento da denúncia, a magistrada também decretou segredo de justiça para o processo. A medida foi adotada após a defesa alegar que os acusados passaram a sofrer linchamento virtual, discursos de ódio e ameaças de morte nas redes sociais desde a repercussão do caso.
Os dois réus foram citados e terão o prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação. Caso não apresentem defesa dentro do período legal, a Justiça deverá nomear um defensor público para atuar no processo.
O advogado Júnior Moura, responsável pela defesa de Larissa Maria Leal de Freitas, informou que ainda não havia sido oficialmente comunicado da decisão e que se manifestará nos autos após a intimação. Até a publicação desta reportagem, a defesa de Christian Medeiros Veiga Dantas Costa não havia se pronunciado sobre o recebimento da denúncia.
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