Delegado Braz Morroni
Delegado Braz Morroni

A defesa do delegado Braz Morroni protocolou um pedido de prisão domiciliar humanitária após a prisão do policial na Operação Perfidus, desencadeada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pelo advogado Diego Cazé, durante entrevista à Rádio Arapuan FM.

Segundo o defensor, o delegado enfrenta um tratamento contra câncer, condição que motivou o pedido apresentado durante a audiência de custódia realizada na terça-feira (2). De acordo com Cazé, a solicitação está fundamentada na legislação que permite o cumprimento da prisão em domicílio para investigados acometidos por doenças graves.

O advogado afirmou ainda que a enfermidade era conhecida apenas por familiares e pessoas próximas, sendo mantida em sigilo até então. Para a defesa, a situação de saúde do delegado justifica a adoção de uma medida humanitária enquanto prosseguem as investigações.

Além disso, Diego Cazé sustentou que não identifica elementos suficientes que justifiquem a manutenção da prisão temporária de Braz Morroni. Segundo ele, a medida teria cumprido seu objetivo com a execução dos mandados judiciais e das diligências determinadas pela investigação.

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A Operação Perfidus apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. As investigações apontam a participação de agentes públicos que, segundo a acusação, utilizavam a estrutura estatal para beneficiar atividades ilícitas.

Durante a ofensiva policial, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em diferentes municípios. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Conforme as apurações, integrantes do grupo teriam recebido informações privilegiadas sobre locais utilizados para armazenamento de drogas e, posteriormente, realizado ações clandestinas para se apropriar de parte dos entorpecentes apreendidos. A investigação também aponta suspeitas de manipulação de procedimentos policiais e repasse de informações sigilosas a membros do tráfico.

A defesa do delegado nega as acusações e informou que pretende analisar detalhadamente o conteúdo do inquérito, além de colaborar com os órgãos responsáveis pelas investigações.