Presidente da Câmara, Hugo Motta ao lado de Adriano Galdino - Foto: Hitalo Vieira

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta quinta-feira (7) que o debate sobre o fim da escala 6×1 enfrenta resistência semelhante à registrada em outros momentos históricos ligados à ampliação de direitos trabalhistas, chegando a citar a abolição da escravidão como exemplo.

Segundo o parlamentar, sempre que mudanças trabalhistas entram em pauta surgem discursos pessimistas alertando para possíveis prejuízos econômicos. Hugo mencionou que reações parecidas ocorreram quando foram criados direitos como a carteira de trabalho e o 13º salário.

“Quando as mudanças são pautadas, aparecem pessimistas de plantão para dizer que essas mudanças vêm trazer impactos bastante ruins para economia”, declarou.

Apesar da defesa da proposta, Hugo Motta ressaltou que os setores empresariais serão escutados durante as discussões na Câmara. Ele também explicou que situações específicas de determinados segmentos produtivos poderão ser tratadas posteriormente por meio de projetos de lei.

O deputado destacou ainda que é necessário compreender as particularidades de cada área da economia e avaliar possíveis exceções relacionadas aos impactos da mudança na jornada de trabalho.

As declarações ocorreram durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba para discutir a PEC 221/2019, proposta que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O evento foi apontado como o primeiro debate oficial promovido pela Câmara Federal sobre o tema no país.

LEIA TAMBÉM:

+ Hugo Motta vê cenário favorável ao fim da escala 6×1 e diz que proposta pode ser votada ainda em maio: “É a grande pauta nacional”