Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em debate na ALPB - Foto: Ângelo Medeiros / Poder Paraíba

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (7) que a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 não deverá contar com compensações financeiras ou benefícios fiscais para o setor produtivo. A declaração foi feita durante debate público realizado na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em João Pessoa, ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

O evento reuniu representantes da Câmara Federal e integra o programa Câmara pelo Brasil, em parceria com a Comissão Especial responsável por analisar a proposta de mudança na jornada de trabalho no país.

Durante a coletiva, Luiz Marinho reforçou que a proposta em discussão prevê a redução da jornada de trabalho sem qualquer diminuição salarial para os trabalhadores brasileiros. Segundo ele, a medida representa um avanço nas relações trabalhistas e poderá trazer ganhos sociais e econômicos a médio e longo prazo.

“O debate não prevê compensação e nem benefícios fiscais para a cadeia produtiva”, afirmou o ministro.

Marinho argumentou que o setor empresarial também deverá sentir impactos positivos com a eventual aprovação da proposta, principalmente em relação à produtividade e à saúde do trabalhador.

De acordo com o ministro, a redução da jornada poderá diminuir o número de faltas ao expediente, melhorar a qualidade de vida dos empregados e gerar um ambiente de trabalho mais saudável.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem ganhado força no Congresso Nacional nas últimas semanas e já mobiliza trabalhadores, sindicatos, empresários e lideranças políticas. A proposta em análise prevê mudanças na atual jornada semanal, com redução da carga horária sem perda salarial.

 

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