Em entrevista coletiva, Hugo Motta afirmou que fim da escala 6x1 pode ser votado ainda em maio - Foto: Ângelo Medeiros / Poder Paraíba

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta quinta-feira (7) que a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 deve avançar no Congresso Nacional ainda neste mês. A declaração foi feita durante sessão realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que recebeu representantes da Câmara Federal.

Segundo Hugo Motta, a matéria já está dentro do cronograma estabelecido pela Câmara e poderá ser votada antes do recesso parlamentar. O parlamentar destacou que a proposta representa uma das principais pautas nacionais do momento e negou que o debate tenha sido motivado pelo calendário eleitoral.

“É um debate que não foi criado porque estamos em ano eleitoral, é uma pauta que tratamos já há muitos anos”, declarou.

O presidente da Câmara também afirmou que, após a discussão sobre a redução da alíquota do Imposto de Renda, o fim da escala 6×1 se consolidou como a principal pauta política nacional.

“Depois da redução da alíquota do Imposto de Renda, o fim da escala 6×1 é a grande pauta política nacional”, destacou.

Durante o discurso, Hugo Motta defendeu que a proposta poderá promover uma transformação direta na qualidade de vida da população brasileira, especialmente dos trabalhadores.

“O fim da escala 6×1 será a reforma da vida das pessoas. Nós iremos entregar à população brasileira uma mudança que impacta diretamente na melhora da qualidade de vida. Por isso, assumimos desde o começo do ano o compromisso de fazer a PEC tramitar e cumprir o cronograma”, afirmou.

O parlamentar ainda disse acreditar na construção de um consenso em torno da proposta dentro do Congresso Nacional.

“Caminhamos para uma ampla convergência, quem sabe até ter uma unanimidade, porque, ao final, o grande vencedor desse debate será o trabalhador e a trabalhadora brasileira”, pontuou.

De acordo com Hugo Motta, a intenção é concluir a votação ainda no “mês do trabalhador”, permitindo que o Senado Federal analise a matéria antes do início do período eleitoral.

“Queremos resolver essa situação antes do período eleitoral, para que não haja vinculação política do tema. Esse é um debate em que não haverá vencedor eleitoral. Quem vence é a sociedade brasileira”, disse.

Atualmente, uma das propostas em discussão prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com transição gradual ao longo de dez anos. Já a PEC 8/2025, que tramita em conjunto com a PEC 221/2019, propõe uma jornada de quatro dias por semana, também limitada a 36 horas semanais.