O ex-deputado federal Julian Lemos afirmou que o bolsonarismo “sequestrou” a direita brasileira e rejeitou a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumir o papel de principal liderança do campo conservador no país.
Em vídeo publicado nas redes sociais, repercutindo uma entrevista em podcast, Julian avaliou que a influência da família Bolsonaro ainda domina parte significativa do eleitorado de direita.
“O bolsonarismo sequestrou a direita”, declarou o ex-parlamentar, ao comentar o cenário político após as eleições e a disputa por protagonismo dentro da oposição ao governo Lula.
Segundo Julian, lideranças políticas reconhecem que cerca de 30% do eleitorado brasileiro permanece identificado com o bolsonarismo, o que dificulta a construção de uma nova referência para o campo conservador.
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O ex-deputado também fez críticas ao que chamou de apropriação de pautas como Deus, pátria, família e conservadorismo pelo movimento bolsonarista. Na avaliação dele, esses valores não pertencem a um único grupo político.
Para Julian Lemos, o desafio da direita brasileira é superar o culto à personalidade e permitir o surgimento de novas lideranças democráticas.
“O bolsonarismo precisa ser destruído como projeto político. Não a direita, não o conservadorismo, mas o culto à personalidade, o fanatismo e a ideia de que uma família pode ser dona de uma nação”, afirmou.
Ele acrescentou que nenhuma família ou liderança individual deve estar acima das instituições democráticas e da própria República.
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