O ex-deputado federal Julian Lemos acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de ligação com milícias e o desafiou a processá-lo pelas declarações. As falas ocorreram nesta quarta-feira (21), durante entrevista ao programa Meio-Dia Paraíba, da Rádio POP FM 89,3, em João Pessoa.
Ex-aliado de Jair Bolsonaro, Julian afirmou que uma eventual vitória de Flávio representaria um risco ao país. “Quando eu digo que Flávio Bolsonaro é o maior representante da milícia — e a milícia é um nome leve para dizer crime organizado —, é porque eu sei que ele é”, declarou.
Durante a entrevista, o ex-deputado também chamou o candidato de “criminoso” e “ladrão” e disse estar disposto a responder judicialmente pelas acusações. “Agora, Flávio, fique à vontade para me processar”, afirmou.
Julian estendeu as críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na avaliação dele, a família não teria controle sobre a atuação de Flávio caso o senador chegasse à Presidência.
“Vocês estão criando um monstro que vocês não controlam”, disse. O ex-deputado também citou a senadora Damares Alves e pediu que ela e Michelle refletissem sobre o apoio ao candidato do PL.
Ao abordar a influência de Jair Bolsonaro na disputa, Julian afirmou que o ex-presidente poderia ser deixado de lado pelo próprio grupo político. “Bolsonaro hoje é apenas um ativo eleitoral”, declarou.
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Patrimônio e comparação com Lula
O ex-deputado questionou ainda o patrimônio de Flávio e as atividades de seu escritório de advocacia. Ele mencionou R$ 16 milhões em notas fiscais, mas o trecho disponibilizado da entrevista não apresenta a origem do valor nem documentos que sustentem o questionamento.
Embora tenha afirmado que também faz críticas ao presidente Lula (PT), Julian diferenciou os candidatos quanto ao compromisso com a democracia. “Não gosta de Lula? Quer que eu bote defeito em Lula? Eu boto um bocado, mas ele é um homem da democracia”, disse.
O material fornecido não inclui manifestação de Flávio Bolsonaro sobre as acusações.
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