Médica e influenciadora relatou ameaças em vídeo publicado nas redes sociais - Foto: Reprodução

A médica e influenciadora Raphaella Brilhante voltou a público na noite deste domingo (22) para relatar novos episódios de violência após um mês da denúncia de agressões atribuídas ao ex-marido, o cantor João Lima, que segue preso preventivamente no Presídio do Roger, em João Pessoa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Raphaella afirmou que, apesar de ter sobrevivido às agressões físicas, continua enfrentando outras formas de violência — agora fora do ambiente doméstico. Segundo ela, os ataques passaram a ocorrer no ambiente digital, envolvendo, inclusive, pessoas próximas ao agressor.

“Minha vida foi dividida entre ‘antes’ e ‘depois’. Eu sobrevivi. Mas sobreviver não significa que a violência acabou”, declarou.

A médica revelou que voltou a ser alvo de ataques recentes, que classifica como violência psicológica e moral. De acordo com o relato, as agressões incluem insinuações, disseminação de informações falsas e tentativas de descredibilização pública.

Raphaella destacou que esse tipo de comportamento também está previsto na legislação brasileira. A Lei Maria da Penha reconhece a violência psicológica e moral como formas de agressão, embora, segundo ela, ainda haja lacunas na aplicação prática da proteção às vítimas, especialmente quando os ataques partem de terceiros.

“Quando a vítima sai de casa, muitas vezes a violência só muda de forma. Ela vai para as redes sociais, vira pressão psicológica e reabre feridas que ainda estão tentando cicatrizar”, afirmou.

A influenciadora também chamou atenção para a dimensão coletiva do problema, ressaltando que outras mulheres passam por situações semelhantes e enfrentam dificuldades para denunciar ou se posicionar publicamente.

“Essa luta não é só minha. Existem muitas mulheres que, além de sobreviverem à agressão, precisam enfrentar ameaças e pressões. Tentam me silenciar, mas cada tentativa reforça a necessidade de falar”, disse.

Raphaella finalizou o desabafo defendendo o fortalecimento de mecanismos legais e sociais que ampliem a proteção às vítimas de violência doméstica, inclusive após a denúncia inicial.

“Se a minha voz incomoda, é porque ela ecoa. E enquanto eu tiver força, ela continuará ecoando por nós”, concluiu.