TRE impõe sigilo máximo a inquérito da PF que apura desdobramentos da Operação Perfidus
Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou a adoção de sigilo máximo no inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) para investigar supostos crimes eleitorais relacionados aos desdobramentos da Operação Perfidus.

A decisão foi proferida pelo juiz Kéops de Vasconcelos, que acolheu o pedido da Polícia Federal sob a justificativa de preservar o andamento das investigações e proteger informações obtidas por meio da quebra de sigilo de dados telemáticos.

“Considerando a existência de quebra de sigilo de dados telemáticos nestes autos e a necessidade de sigilo para o sucesso das investigações, acolho o pedido da Polícia Federal e determino que seja atribuído o grau 5 de sigilo ao presente feito”, afirmou o magistrado.

A abertura do inquérito havia sido revelada na última semana. Como a investigação pode envolver autoridades com prerrogativa de foro, o caso passou a tramitar no âmbito da Justiça Eleitoral.

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Inicialmente, a Operação Perfidus teve como foco a apuração da suposta participação de agentes da Polícia Civil em atividades ligadas ao tráfico de drogas. As investigações, no entanto, avançaram e alcançaram a esfera política.

Na última quarta-feira (29), a Polícia Federal comunicou oficialmente ao TRE-PB a instauração do procedimento investigativo com base em informações repassadas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pela condução da operação.

De acordo com as investigações, uma das linhas de apuração está relacionada à suspeita de contratação irregular de serviços para o desvio de recursos do Fundo Eleitoral. Outro trecho do relatório menciona possíveis práticas ligadas à lavagem de dinheiro, ao financiamento eleitoral irregular e à atuação de organização criminosa durante as últimas eleições na Paraíba.

Até o momento, os nomes dos possíveis envolvidos não foram divulgados em razão do segredo de Justiça.

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