“O PT tem obrigação de apresentar uma alternativa”, diz Ricardo Coutinho ao defender candidatura própria ao Governo da Paraíba
Na imagem, o ex-governador e pré-candidato a deputado, Ricardo Coutinho (PT) - Foto: Reprodução

O ex-governador da Paraíba e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) afirmou, nesta segunda-feira (24), que reforçou as medidas de segurança após o episódio ocorrido na noite da última sexta-feira (21), durante a inauguração de seu comitê de campanha, na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa. Segundo o petista, sua família também passou a contar com medidas de proteção.

Apesar do ocorrido, Ricardo afirmou que não pretende reduzir o ritmo da campanha nem deixar de defender suas posições políticas. Para ele, a violência não pode interferir na disputa eleitoral e a resposta deve ocorrer por meio do voto e dentro dos princípios democráticos.

“Eu não tenho o direito de recuar. Eu tenho que avançar e porque nós precisamos vencer. A civilidade precisa vencer a barbárie”, declarou durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

Ao comentar a investigação, o ex-governador questionou a rapidez com que o homem detido foi liberado após passar por audiência de custódia. O suspeito, identificado como Romero Andrade, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira após ser contido pela Guarda Municipal.

Segundo testemunhas, o homem portava uma faca e um simulacro de arma de fogo e teria feito ameaças contra Ricardo Coutinho e o vereador Marcos Henriques (PT).

“Da minha parte, naturalmente eu passei a tomar mais precauções, não vou dizer quais, né, mas precauções estão tomadas. E minha família também protegida, claro, que é o principal para mim”, afirmou.

Ricardo também declarou que pretende manter sua agenda eleitoral e continuar defendendo suas posições.

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“Eu não vou abrir mão de continuar a professar aquilo que eu acredito, defender as coisas que eu sempre defendi”, ressaltou.

Ricardo questiona possível motivação do episódio

Durante a entrevista, o candidato também levantou dúvidas sobre as circunstâncias do ocorrido e defendeu que a investigação seja aprofundada. Entre os pontos citados por ele está a análise do celular do suspeito e de possíveis contatos ou mensagens.

“A questão que eu pergunto é: isso é um ato isolado ou foi mandado? Por que é que estava transmitindo para grupo de WhatsApp?”, questionou.

Ricardo ainda levantou a possibilidade de o episódio ter sido provocado por terceiros e defendeu que a investigação esclareça quem estaria por trás de eventual organização.

“Se foi mandado, foi mandado por quem? (…) O que é que tinha dentro do celular, tem algum contato, tem alguma mensagem?”, finalizou.