O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio a uma crise bancária que provocou instabilidade política e pressão por seu afastamento.
Com a saída do chefe do Executivo, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir a Presidência do país, após os procedimentos institucionais necessários.
A renúncia foi anunciada em pronunciamento divulgado nas redes sociais.
Peña afirmou que tomou a decisão para preservar a estabilidade nacional, a paz social e as instituições democráticas.
“Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”, declarou o agora ex-presidente, que também pediu desculpas à população.
Crise bancária provocou pressão política
A crise teve início após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição financeira que enfrentou problemas de solvência e deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas.
A situação afetou aproximadamente três milhões de correntistas e provocou protestos no país. A instituição também administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo depósitos relacionados a fundos previdenciários.
O Banco Central identificou problemas financeiros na instituição e iniciou medidas para proteger os depósitos e recuperar os recursos dos clientes.


