Câmara dos deputados no Congresso Nacional
Foto: reprodução

O Partido Liberal (PL) adiou a definição sobre o posicionamento da sigla na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, mantendo em aberto o apoio à reeleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos). O anúncio oficial da legenda, que inicialmente era aguardado após reuniões da cúpula partidária, deve ocorrer apenas na próxima semana, após nova rodada de conversas com a bancada de deputados eleitos.

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O impasse expõe uma divisão interna na maior bancada da Casa, que contará com 121 parlamentares a partir da próxima legislatura. De um lado, uma ala defende a composição com Hugo Motta como uma estratégia pragmática para assegurar espaço na Mesa Diretora e garantir o comando de comissões temáticas estratégicas. Por outro lado, um grupo mais radical pressiona pelo lançamento de uma candidatura própria para marcar posição de oposição e preservar a identidade ideológica perante o eleitorado conservador.

Os defensores da adesão a Hugo Motta argumentam que o entendimento com o atual presidente garante a preservação do peso regimental do partido na distribuição de espaços legislativos. Pelos cálculos internos, a legenda projeta ter direito ao comando de até sete comissões permanentes, contudo, a efetivação dessas indicações depende do alinhamento nos blocos parlamentares formados para o pleito interno.

Por outro lado, parlamentares alinhados à ala ideológica rejeitam o acordo pragmático e sustentam que a legenda não deve ceder cargos em troca de alianças com o centro. Entre os defensores da tese de candidatura própria estão nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), além de cotados para encabeçar uma chapa alternativa da direita, a exemplo dos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP).

A decisão final será arbitrada pelo presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, em conjunto com as lideranças na Câmara. O grupo busca equilibrar as demandas da base eleitoral com o cálculo político necessário para a atuação parlamentar nos próximos anos.