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O Partido Liberal (PL) deve oficializar a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado Federal nesta quarta-feira (4). A movimentação ocorre a despeito das investidas de aproximação promovidas pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A eleição interna está agendada para fevereiro de 2027 e definirá o comando da Mesa Diretora para o próximo biênio.

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A escolha por uma candidatura própria é respaldada pela maioria da bancada do PL, que planeja deflagrar a campanha de Marinho já na semana seguinte ao anúncio oficial.

A partir de 2027, a legenda ostentará a maior bancada do Senado, somando 28 parlamentares. Contudo, para atingir o patamar mínimo de 41 votos exigidos para a vitória, a sigla precisará costurar alianças com outras agremiações. Em contrapartida, Alcolumbre articula o apoio de legendas da oposição — buscando inclusive dissidências no próprio PL, no PP e no Republicanos —, apoiado na federação formada entre União Brasil e PP, que já declarou suporte à sua recondução.

Debates internos e concorrência na disputa

A consolidação do nome de Marinho não ocorre sem ressalvas internas no PL. Um grupo de parlamentares pondera que lançar uma candidatura sem consenso prévio pode resultar em desgaste político e comprometer a margem de manobra da legenda na distribuição de postos chave, como a presidência de comissões permanentes. Rogério Marinho disputou o mesmo cargo em 2023, quando acabou derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Apesar dos questionamentos, a ala majoritária mantém a aposta na postulação própria. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) enfatizou que o parlamentar potiguar se posiciona hoje como o nome de “mais força e votos” no partido.

O cenário de disputa inclui ainda a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reafirmou o interesse em concorrer ao comando da Casa com a meta de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado Federal, ressaltando que o calendário até o pleito permite novos rearranjos e negociações partidárias.