A Justiça Eleitoral confirmou para a próxima segunda-feira (25), às 17h, a diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e do vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti (Avante). A cerimônia será realizada no Teatro Santa Catarina e conduzida pela juíza da 57ª Zona Eleitoral, Thana Michelle Carneiro Rodrigues.
De acordo com informações divulgadas pela Justiça Eleitoral, a solenidade será breve, começará pontualmente no horário previsto e não contará com entrevistas da magistrada à imprensa.
A diplomação foi mantida mesmo diante do avanço das investigações da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura uma suposta ligação entre integrantes de facção criminosa e a administração municipal de Cabedelo.
Edvaldo Neto venceu a eleição suplementar realizada em abril ao derrotar o deputado estadual Walber Virgolino (PL). No entanto, dois dias após o pleito, o prefeito eleito foi alvo de medida cautelar que determinou seu afastamento da função pública no âmbito da investigação federal.
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Antes da eleição suplementar, Edvaldo já ocupava interinamente a chefia do Executivo municipal por ser presidente da Câmara Municipal, após a cassação do então prefeito André Coutinho. Atualmente, a Prefeitura de Cabedelo está sob comando do vereador José Pereira, também filiado ao Avante.
Com a diplomação confirmada, o município poderá passar por uma nova mudança administrativa. Apesar de receber o diploma eleitoral, Edvaldo Neto deverá permanecer afastado da chefia do Executivo enquanto a medida cautelar estiver em vigor. Nesse cenário, o vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti, poderá assumir a administração municipal após a posse.
A manutenção da diplomação já havia sido decidida anteriormente pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela defesa de Walber Virgolino. A ação questiona o resultado da eleição suplementar e solicita medidas contra a chapa vencedora.
Na decisão, a magistrada destacou que, apesar da gravidade das suspeitas investigadas, ainda não existem elementos suficientes para adoção de medidas mais severas. Segundo ela, o caso necessita de aprofundamento das provas antes de qualquer conclusão definitiva.
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