Menino Noah (Foto: Reprodução)

A morte do bebê identificado como Noah, ocorrida durante o feriado de 7 de setembro na Capital, foi motivada por broncoaspiração seguida de intoxicação exógena aguda provocada pela ingestão de terbufós, um potente pesticida organofosforado comumente utilizado como raticida. A confirmação oficial do laudo pericial foi divulgada pelo chefe do Instituto de Medicina Legal (IML), o médico legista Flávio Fabres.

De acordo com as informações apuradas, a conclusão técnica veio à tona após a realização de exames complementares toxicológicos solicitados em caráter de urgência na sequência da autópsia da criança, que havia consumido uma refeição láctea em uma ocupação localizada na área central de João Pessoa.

“Através do exame complementar toxicológico realizado, após a autópsia da criança morta que ingeriu uma refeição láctea, foi confirmada a intoxicação exógena por terbufós”, detalhou o chefe do IML.

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O laudo pericial encerra a fase cadavérica inicial ao atestar categoricamente que a causa do óbito decorreu da dupla condição: a broncoaspiração associada diretamente aos efeitos letais do veneno.

Com a comprovação científica da substância tóxica no organismo da criança, o caso agora segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil da Paraíba. O objetivo da corporação é esclarecer as circunstâncias e apurar eventuais responsabilidades criminais sobre como o pesticida de uso restrito e altamente perigoso teve acesso ao alimento ingerido pelo bebê.