Cida Ramos cita divisão explícita entre grupo Cunha Lima e diz que impasse na oposição inviabiliza aliança com PT
Na imagem, a presidenta estadual do PT, Cida Ramos - Foto: Reprodução

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, deputada Cida Ramos, criticou a ação apresentada pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a parlamentar, a representação não possui consistência jurídica suficiente para prosperar.

“Não vai prosperar porque não tem consistência jurídica quem baseia esse pedido. É aquela história: é o direito de reclamar, faz parte do processo democrático”, declarou Cida Ramos nesta sexta-feira (6), durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

A ação do Novo acusa Lula e Alckmin de suposto abuso de poder político nas eleições de 2026. A legenda questiona 35 atos normativos editados pelo governo federal entre janeiro e outubro, que teriam criado ou ampliado benefícios sociais e econômicos em período eleitoral.

Segundo o partido, as medidas representariam um uso da estrutura pública para favorecer a chapa governista. A sigla pede a cassação dos diplomas eleitorais e a declaração de inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Cida Ramos rebateu as acusações afirmando que os programas questionados já fazem parte das políticas governamentais há décadas.

“Todos esses programas são programas que já existem há décadas no governo. Então, não tem muito o que discutir, porque é muito frágil juridicamente”, argumentou a dirigente petista.