O Partido Liberal (PL) deve apoiar a reeleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, mas pretende condicionar o acordo à conquista de espaço no comando do Congresso Nacional.
A estratégia da legenda é concentrar esforços na disputa pela presidência do Senado Federal, defendendo o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para enfrentar uma possível candidatura à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A mudança de postura ocorre após o partido avaliar uma candidatura própria na Câmara, com os deputados Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes. A possibilidade perdeu força diante da articulação de Hugo Motta, que já reúne apoio de diversos partidos, incluindo o PT.
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O PL marcou uma reunião para definir sua posição e discutir a participação do partido na composição da Mesa Diretora e em outros espaços da Câmara.
Nos bastidores, lideranças da sigla avaliam que ficar fora do bloco de apoio a Motta poderia reduzir a influência do partido na escolha das comissões permanentes da Casa, incluindo a disputa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Enquanto negocia na Câmara, o PL mantém foco no Senado. Com uma bancada ampliada a partir de 2027, o partido pretende fortalecer a candidatura de Rogério Marinho e ampliar sua influência sobre a pauta legislativa, especialmente em temas relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF).


