A formação de maioria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo indeferimento do registro de candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba ganhou repercussão na imprensa nacional na reta final das eleições. O processo envolve alegações do Ministério Público Eleitoral sobre suposto benefício político-eleitoral decorrente da atuação de organização criminosa em João Pessoa.
Na sexta-feira (2), quatro dos sete ministros do TSE já haviam se manifestado pelo indeferimento do registro. O julgamento, porém, ainda não foi formalmente concluído, após pedido de vista do ministro André Mendonça.
O caso foi destacado pelo Metrópoles, na coluna do jornalista Matheus Leitão. Segundo a publicação, o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, votou para reformar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que havia autorizado a candidatura de Cícero.
De acordo com a coluna, Cueva considerou que elementos apresentados no processo indicariam que a facção Nova Okaida teria utilizado domínio territorial e capacidade de coerção para favorecer o projeto político-eleitoral ligado a Cícero.
Caso ganha repercussão nacional
O processo já vinha sendo acompanhado por outros veículos nacionais. A Folha de S.Paulo incluiu Cícero em reportagem sobre candidaturas questionadas pelo Ministério Público Eleitoral em razão de suspeitas relacionadas ao crime organizado. O jornal também noticiou investigações da Polícia Federal sobre possível interferência de facções no processo eleitoral de João Pessoa.
A Veja, por sua vez, repercutiu anteriormente o julgamento da impugnação no TRE-PB. Na ocasião, registrou que o Ministério Público buscava impedir a candidatura por supostas relações com organizações criminosas.
Maioria no TSE
A análise no TSE ocorre após o TRE-PB julgar improcedente a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e manter o registro de Cícero. O MPE recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral.
No TSE, Cueva votou pelo acolhimento do recurso. Os ministros Floriano de Azevedo Marques Neto, Dias Toffoli e Estela Aranha acompanharam o entendimento pelo indeferimento, formando maioria de quatro votos.
O julgamento, entretanto, foi interrompido pelo pedido de vista do ministro André Mendonça.
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