Vereador Roberto Cândido (Foto: Reprodução)

Sob pressão do Ministério Público Eleitoral (MPE), que abriu apuração formal sobre o caso, o vereador Roberto Cândido (União) subiu ao plenário da Câmara Municipal Junco do Seridó, nesta quinta-feira (10), para pedir desculpas. A retratação ocorre após o parlamentar ter sugerido, no último dia 3, que a gestão municipal deveria coagir o funcionalismo a votar nos nomes apoiados pelo grupo governista.

✅ Clique aqui para acompanhar o canal do Poder Paraíba no Whatsapp

Na Casa, o parlamentar alegou falha na escolha do vocabulário e defendeu a soberania do eleitor.

“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, afirmou.

Em resposta aos desdobramentos do caso, o prefeito Paulo Fragoso (PSB) publicou nota oficial rebatendo qualquer alegação de pressão sobre o quadro funcional do município.

“A população de Junco do Seridó, assim como os servidores municipais, tem pleno conhecimento de que a atual Administração jamais compactuou com atos que possam constranger, intimidar ou restringir a liberdade política de qualquer cidadão”, disse o gestor no comunicado.

MPE e MPT atuam contra coerção política no estado

O procedimento instaurado contra o vereador integra um montante de 14 expedientes registrados pelo MPE para averiguar episódios de assédio e constrangimento eleitoral em ambientes de trabalho na Paraíba durante o pleito de 2026, contabilizando processos em instrução e casos já finalizados.

Para barrar abusos contra trabalhadores, o MP Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho (MPT) publicaram recomendações destinadas a agremiações partidárias, postulantes e coligações no estado.

A diretriz determina o cumprimento de regras estritas para coibir pressões ou represálias vinculadas ao posicionamento político nas repartições públicas e empresas.