Hugo Motta defende união dos Poderes e promete prioridade a projeto antifacções e PEC da Segurança Pública
Na imagem, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) - Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), voltou a criticar o senador e candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nesta sexta-feira (28). O deputado afirmou que não pretende responder diretamente às declarações recentes do emedebista, mas reafirmou o conteúdo das críticas feitas anteriormente.

Em entrevista à TV Sol, Hugo declarou que o resultado das eleições, marcadas para 4 de outubro, mostrará a avaliação dos paraibanos sobre o desempenho de Veneziano no Senado.

“O que eu disse na entrevista segunda-feira, eu reafirmo aqui tudo o que eu coloquei, porque o povo da Paraíba sabe que eu disse a verdade. E quem trabalha com a verdade não tem que temer nada”, afirmou.

Hugo Motta também disse acreditar que Veneziano não conseguirá conquistar um novo mandato. Segundo ele, o senador terá de enfrentar nas urnas a avaliação dos eleitores sobre sua atuação parlamentar.

“Esse candidato tem um encontro marcado com a verdade, que é o dia 4 de outubro, quando ele saberá não o que o deputado Hugo Motta acha, mas o que o povo da Paraíba acha sobre o seu trabalho”, declarou.

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Na sequência, o presidente da Câmara afirmou ter “plena convicção” de que Veneziano deixará o Senado a partir de fevereiro do próximo ano.

A declaração ocorre em meio ao acirramento da disputa entre os grupos políticos que concorrem às duas vagas da Paraíba no Senado. Recentemente, Veneziano desafiou Hugo Motta e o candidato Nabor Wanderley (Republicanos) a apresentarem um prefeito que teria sido pressionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a apoiar sua candidatura.

A acusação está relacionada à atuação do presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, irmão de Veneziano. O senador afirmou que desistiria da disputa caso os adversários comprovassem a existência de um gestor que tivesse sofrido pressão de Vital do Rêgo.

Veneziano também pediu que Hugo Motta e Nabor Wanderley retirassem suas candidaturas caso não conseguissem apresentar provas das acusações. O episódio elevou a tensão entre os grupos e tornou o confronto político ainda mais intenso durante a campanha eleitoral.