O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi apontado pelo portal Metrópoles como o principal responsável por evitar derrotas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional durante o primeiro semestre de 2026. A reportagem destaca a atuação do parlamentar paraibano na articulação de pautas prioritárias do Executivo e na construção de consensos entre as bancadas da Câmara.
Segundo a publicação, Hugo Motta fortaleceu sua relação política com o Palácio do Planalto ao longo do semestre, participando de agendas institucionais ao lado de Lula e conduzindo negociações que garantiram a aprovação de projetos considerados estratégicos para o governo.
Entre os compromissos destacados estão a sanção da segunda etapa da regulamentação da reforma tributária, em janeiro, um jantar promovido pelo presidente na Granja do Torto com líderes partidários e ministros, além de eventos relacionados ao programa Brasil Contra o Crime Organizado e ao balanço dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.
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Base fortalecida na Câmara
A reportagem também ressalta que, paralelamente à aproximação com o governo federal, Hugo Motta consolidou sua base de apoio na Câmara dos Deputados. Líderes de partidos como MDB, PP, União Brasil e Republicanos permaneceram alinhados à presidência da Casa, formando um bloco com cerca de 275 parlamentares.
Outro destaque foi a articulação para a eleição de Odair Cunha (PT-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU), além da condução da tramitação do Projeto de Lei Antifacção, que passou por alterações durante sua análise no Congresso.
PEC do fim da escala 6×1
O levantamento também aponta que um dos principais marcos da gestão de Hugo Motta foi a aprovação da PEC do fim da escala 6×1, que reduziu a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso.
Mesmo diante de divergências sobre a tramitação da proposta, Hugo Motta e o presidente Lula mantiveram diálogo para construir um texto de consenso. A proposta foi aprovada com ampla maioria na Câmara, recebendo 472 votos favoráveis no primeiro turno e 461 no segundo.
Após a votação, o presidente da Câmara classificou a aprovação como um “avanço civilizatório” e afirmou que o Parlamento cumpriu seu papel ao construir consensos para aprovar uma pauta de grande impacto social.
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