Senador Flávio Bolsonaro (PL) Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Pre-candidato Flávio Bolsonaro (PL)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8) a suspensão da divulgação de uma pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel que apontava redução nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro.

A decisão atende a uma ação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia utilizada no levantamento. Segundo a legenda, parte das perguntas teria sido elaborada de forma a influenciar os entrevistados, especialmente em temas relacionados ao Banco Master, ao empresário Daniel Vorcaro e ao vazamento de um áudio envolvendo o parlamentar.

No entendimento de Nunes Marques, existem elementos que justificam uma análise mais aprofundada sobre a forma como o questionário foi estruturado, uma vez que determinadas abordagens poderiam comprometer a neutralidade da pesquisa e interferir nas respostas dos participantes.

O levantamento havia sido divulgado após a repercussão de uma gravação atribuída a Flávio Bolsonaro, na qual ele teria solicitado apoio financeiro a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em resposta, a AtlasIntel informou que respeita a decisão judicial e que fornecerá ao TSE todas as informações técnicas solicitadas. A empresa sustenta que o áudio citado não foi reproduzido durante a aplicação do questionário e que os participantes só tiveram acesso ao material após a conclusão das respostas, sem possibilidade de alterar o conteúdo já registrado.

O instituto também argumentou que outras pesquisas realizadas posteriormente identificaram impacto semelhante do episódio sobre as intenções de voto do senador, reforçando a consistência dos resultados obtidos.

A decisão monocrática será submetida à análise do plenário do TSE nesta terça-feira (9). Além disso, a Corte determinou que a empresa apresente documentação complementar para comprovar a regularidade da metodologia utilizada. O Ministério Público Eleitoral também deverá emitir parecer sobre o caso.

A pesquisa questionada ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.