Foto: divulgação

Detalhes adicionais levantados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Zona de Influência indicam que o secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, e o deputado estadual Caio Roberto (MDB) teriam mantido diálogos com lideranças de facções criminosas em busca de controle e apoio territorial para campanhas. Embora não mantenham aliança ou ligação política direta entre si, os investigadores apontam indícios de que ambos podem ter negociado com o mesmo grupo criminoso.

A ofensiva policial, deflagrada nesta terça-feira (29) com autorização da Justiça Eleitoral, teve como alvos agentes públicos, lideranças comunitárias e suspeitos de integrar organizações criminosas na capital paraibana.

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De acordo com o inquérito da Polícia Federal, os criminosos utilizavam o domínio territorial exercido sobre comunidades locais para controlar o acesso político, condicionando a entrada de candidatos e a realização de atos de campanha à obtenção de acordos escusos.

A apuração aponta que as contrapartidas oferecidas em troca da influência do grupo incluíam pagamentos diretos a chefes locais, o custeio de despesas de manutenção de um centro comunitário e tratativas envolvendo a oferta de cargos e empregos na administração pública, além de outras vantagens ilícitas.

Os investigados no caso responderão, conforme a tipificação preliminar da PF, por crimes como corrupção eleitoral, integração de organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado.