A disputa interna no PSD da Paraíba ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (22). Horas após o advogado Rui Galdino afirmar que está sendo impedido de concorrer a uma vaga ao Senado Federal e anunciar a possibilidade de recorrer ao Diretório Nacional e à Justiça Eleitoral, o presidente estadual da legenda, Pedro Cunha Lima, respondeu às declarações e afirmou que a escolha dos candidatos será definida de forma coletiva durante a convenção partidária.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, Pedro explicou que a formação da chapa majoritária vem sendo discutida desde o fim de 2025 e destacou que qualquer pré-candidatura precisa contar com apoio não apenas do PSD, mas também dos partidos aliados. Segundo ele, a viabilidade eleitoral depende da construção de consenso entre as lideranças.
“O Rui Galdino tem o meu respeito. Tenho dito a ele nas conversas que existe a necessidade de um respaldo coletivo, não apenas com o PSD, mas também com as legendas aliadas. Política exige construção coletiva. Da minha parte não haverá imposição, nem pela candidatura, nem pela não candidatura”, afirmou.
O dirigente também reiterou o apoio à pré-candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo à reeleição e lembrou que o PSD conta ainda com o nome de André Gadelha como pré-candidato ao Senado.
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Pedro reforçou que a decisão final será tomada pelos convencionais durante a convenção partidária e negou que o presidente estadual tenha poder para definir, sozinho, os integrantes da chapa majoritária.
“Eu não posso tomar uma decisão isoladamente. A convenção existe justamente para que os convencionais estabeleçam qual será a participação da legenda na disputa eleitoral. Se engana quem acha que é o presidente do partido que decide, sozinho, quem será candidato. Tenho respeitado esse espírito coletivo e democrático”, declarou.
A resposta de Pedro Cunha Lima ocorre após Rui Galdino tornar público o descontentamento com a condução do processo interno no PSD. O advogado, que confirmou em junho a intenção de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, afirmou enfrentar resistência dentro da sigla e disse que poderá recorrer ao Diretório Nacional do partido e à Justiça Eleitoral para assegurar o direito de participar da convenção e defender sua pré-candidatura.



