Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta com relação a PEC da escala 6x1

A comissão especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar a PEC que prevê o fim da escala 6×1 deve votar, nesta quarta-feira (27), o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O colegiado se reuniu para debater o parecer antes da deliberação.

O texto havia sido protocolado na última segunda-feira (25), mas a análise foi adiada após parlamentares apresentarem um pedido de vista coletivo. Caso seja aprovado na comissão, o projeto seguirá para votação no Plenário da Câmara e, posteriormente, para o Senado Federal.

Durante a sessão, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), destacou a ampla participação popular nos debates sobre a jornada de trabalho. Segundo ele, cerca de 4 mil pessoas acompanharam as discussões promovidas pelo colegiado.

“Essa comissão já figura entre as que mais realizaram horas de debate na Câmara em menos de um mês de funcionamento, mostrando o interesse da sociedade sobre o tema”, afirmou.

Alencar também rebateu críticas sobre uma suposta aceleração na tramitação da proposta, ressaltando que representantes dos trabalhadores e do setor patronal participaram das audiências públicas realizadas.

Os parlamentares favoráveis à mudança defenderam que a redução da jornada poderá proporcionar mais qualidade de vida, descanso e tempo de convivência familiar aos trabalhadores.

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Já os deputados contrários alertaram para possíveis impactos econômicos, como aumento de custos e reflexos nos preços ao consumidor. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) afirmou que pequenos empreendedores podem ser os mais prejudicados.

“Padarias, supermercados e farmácias poderão elevar preços ou até encerrar atividades. Muitos ignoram os efeitos dessa mudança para quem empreende e também para o consumidor”, declarou.

Autora da PEC 8/25, que propõe o modelo de jornada 4×3, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) criticou as tentativas de adiar a votação e afirmou que informações falsas vêm sendo divulgadas sobre os impactos da proposta.

“Os trabalhadores sairão daqui celebrando uma conquista importante da classe trabalhadora diante daqueles que tentaram barrar essas mudanças”, disse a parlamentar.