Para alguns, adversários políticos não podem sequer cometer o “ato suspeito” de conversar com civilidade
Leo Bezerra e Lucas Ribeiro se encontraram em solenidade do Ministério Público - Foto: Blog de Heron Cid

Na Paraíba, basta um clique — e pronto: nasce mais uma “crise”, uma “aliança secreta” ou, no mínimo, um “recado cifrado” digno de análise em mesa-redonda. Foi o que aconteceu com o encontro entre Lucas Ribeiro e Leo Bezerra, dois jovens gestores que ousaram cometer o “ato suspeitíssimo” de conversar, rir e manter civilidade durante a posse de procuradores do Ministério Público. Sob o olhar atento de Gervásio Maia e do jornalista Heron Cid, que registrou primeiramente, a cena — absolutamente comum em qualquer ambiente institucional — ganhou contornos quase conspiratórios para os mais ávidos por tensão política. No fim das contas, o que deveria ser tratado como maturidade administrativa virou combustível para narrativas apressadas, como se harmonia entre esferas de poder fosse algo tão raro que precisasse, imediatamente, ser dissecado como um enigma eleitoral.

 

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