Preterido na disputa pela vaga de vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP), o vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT) comentou nesta quarta-feira (12) a escolha de Lígia Feliciano (União Brasil) para compor a chapa governista.
O parlamentar, que esteve entre os nomes apresentados pelo PT para ocupar a vaga, afirmou que respeita a decisão tomada pelo governador, embora tenha defendido anteriormente a participação do partido na composição.
Durante entrevista à Arapuan FM, Marcos afirmou que o PT não impôs sua indicação e desejou boa sorte a Lígia. Segundo ele, caberá agora a Lucas Ribeiro assumir as consequências políticas da escolha.
“A gente não impôs. Veio o nome da vice-governadora, Lígia Feliciano, e nós desejamos boa sorte. Se foi a escolha do Lucas, a gente não tem que estar achando ruim. Nós propusemos algo que achamos que seria bom para a chapa. Agora, ele entendeu diferente. E há que arcar com os ônus e com os bônus”, declarou.
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Petista descarta rompimento
Apesar de ter ficado fora da composição, Marcos Henriques descartou transformar a escolha de Lígia em motivo para um eventual rompimento entre o PT e o grupo de Lucas Ribeiro.
O vereador afirmou que a indicação apresentada pelo partido era uma proposta construída internamente e que a palavra final sobre a composição da chapa cabia ao governador. Dessa forma, segundo ele, não haveria espaço para uma postura de confronto ou para a imposição de um ultimato.
A declaração, no entanto, sinaliza que o PT pretende acompanhar os efeitos políticos da decisão. Ao mencionar que Lucas deverá arcar com os “ônus e bônus”, Marcos atribuiu ao governador a responsabilidade pelos possíveis resultados decorrentes da escolha.
O parlamentar não especificou quais seriam os eventuais “ônus” relacionados à indicação de Lígia Feliciano.

