A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12), uma operação para desarticular um grupo suspeito de fabricar e comercializar anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em diferentes estados do país. A investigação identificou uma estrutura que funcionaria como filial da organização na Paraíba.
Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Entre os alvos estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado como responsável por um dos núcleos do esquema, além da influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima.
Na Paraíba, segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura instalada em uma mansão alugada e em uma residência de alto padrão localizada à beira-mar. Os locais seriam utilizados nas atividades relacionadas à produção e distribuição dos produtos.
As investigações tiveram início após uma ação de busca e apreensão realizada na residência de um dos suspeitos. A partir de mensagens encontradas em um celular apreendido, os investigadores teriam conseguido identificar a organização, seus integrantes e a divisão das funções entre os diferentes núcleos.
Anabolizantes eram produzidos de forma artesanal
De acordo com a Polícia Civil, os produtos fabricados na Paraíba eram produzidos artesanalmente, utilizando substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes considerados de baixa qualidade.
A investigação também aponta a possível participação de médicos veterinários, que seriam responsáveis pela emissão de receitas falsas utilizadas para a compra de medicamentos controlados em estabelecimentos agropecuários.
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Para dar aparência de legitimidade aos produtos, os investigados utilizavam embalagens com rótulos em idiomas estrangeiros e bandeiras de outros países. Ainda conforme os investigadores, nutricionistas e treinadores teriam indicado as substâncias aos consumidores.
Esquema tinha ramificações em outros estados
A organização investigada mantinha estruturas em diferentes regiões do Brasil. No Distrito Federal, os investigadores identificaram locais destinados à fabricação e ao armazenamento dos produtos, além de academias usadas na divulgação e uma gráfica que produziria as embalagens.
Em Goiás, foram encontrados depósitos destinados ao recebimento de insumos, além de uma farmácia de manipulação que teria ligação com o grupo e movimentações financeiras atribuídas aos investigados.
No Paraná, uma empresa fornecedora situada em área de fronteira e o marido da responsável seriam encarregados de coordenar o envio das substâncias para outros estados. A investigação também apontou ramificações no Acre e em Minas Gerais, onde ocorreria parte da distribuição.
Entre os presos estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, o Jiraiya, apontado como líder de um dos núcleos, além de Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima.
As investigações permanecem em andamento para identificar a participação de cada suspeito e dimensionar toda a estrutura envolvida na fabricação, distribuição e comercialização das substâncias.

