Na imagem, o pastor Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia e o empresário João Amoêdo, fundador e ex-presidente do partido Novo, criticaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de uma carta em que o parlamentar contestou o resultado das eleições presidenciais e se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Em uma mensagem reservada enviada a aliados pelo WhatsApp, na quarta-feira (28), Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “jumentos” e criticou a condução do episódio. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor, segundo informações divulgadas pela imprensa.

Na mesma mensagem, Malafaia classificou o grupo como “um bando de amadores babacas” e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria retirado o apoio a Flávio. Nesta sexta-feira (30), o pastor confirmou que a mensagem era uma conversa privada e disse que o conteúdo foi vazado por alguém em quem confiava. Também esclareceu que sua crítica era direcionada à carta, e não à viagem do senador aos Estados Unidos.

João Amoêdo também se manifestou contra Flávio. Em declaração publicada nas redes sociais, o empresário afirmou que a viagem do senador aos Estados Unidos e a divulgação do manifesto representavam o fim do bolsonarismo. “A fuga de Flávio e o manifesto divulgado por ele hoje não deixam dúvidas: o sucessor de Jair enterrou o bolsonarismo”, declarou.

Amoêdo acrescentou que seria necessário construir uma alternativa política para o país, sem as lideranças que apoiaram Flávio.

A polêmica começou após Flávio divulgar uma carta na qual alegou fraude eleitoral, sem apresentar provas, e reivindicou o título de “verdadeiro presidente eleito”. Depois da repercussão, o senador publicou uma versão revisada, retirando a expressão e passando a se definir como “líder do Brasil”.

As manifestações de Malafaia e Amoêdo ocorrem em meio à repercussão do documento e às divergências públicas sobre a condução política do grupo ligado à família Bolsonaro.