Hugo Motta vai entrar em campo na Paraíba. Com Lula ou sem Lula?
Na imagem, o presidente Lula (PT) só lado do presidente da Câmara, Hugo Motta - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia realizar uma visita à Paraíba após o entendimento firmado com o Congresso Nacional para impulsionar a votação de projetos de interesse do governo. A possível passagem pelo Estado também assume um caráter político, especialmente pela proximidade com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta quinta-feira (27). Segundo a publicação, a viagem pode representar um gesto de aproximação com Motta, que articula sua permanência no comando da Câmara para o próximo mandato, em 2027.

Hugo Motta participou das negociações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que contribuíram para viabilizar o avanço de propostas defendidas pelo governo federal. No início de agosto, o deputado paraibano também confirmou o apoio do Republicanos da Paraíba à candidatura de Lula à reeleição.

A aproximação ocorre, porém, em meio a uma composição eleitoral delicada no Estado. Lula já manifestou apoio às candidaturas de João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado. Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta e também candidato ao Senado, não integra a aliança oficial apoiada pelo presidente.

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Mesmo assim, conforme a CNN Brasil, integrantes do PT avaliam que Lula mantém uma relação positiva com Nabor e não descartam a possibilidade de o presidente aparecer publicamente ao lado do candidato durante uma eventual visita à Paraíba.

A articulação ganhou força após o encontro entre Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, realizado na quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada. O entendimento prevê maior rapidez na análise de propostas como o fim da chamada “taxa das blusinhas” e medidas de incentivo fiscal para a instalação de datacenters.

Também estão no radar do Congresso temas como a redução da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o marco regulatório dos minerais críticos. No entanto, parte dessas matérias deverá ter a votação postergada para depois do primeiro turno das eleições.