Justiça arquiva inquérito contra vereador João Alves por falta de provas em investigação sobre tráfico de drogas
João Alevs/Foto: Reprodução

A Justiça da Paraíba determinou o arquivamento do inquérito que investigava o vereador de Santa Rita, João Alves (PSDB), por suposto envolvimento com tráfico de drogas e organização criminosa. A decisão acolheu parecer do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que concluiu não haver elementos suficientes para o oferecimento de denúncia.

A investigação teve início a partir de denúncias anônimas que apontavam a atuação de uma organização criminosa na comunidade de Bebelândia, em Santa Rita. Além do parlamentar, outros investigados eram suspeitos, em tese, da prática de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, posse ou porte ilegal de arma de fogo, além de ameaças e coação de testemunhas.

Durante as investigações, a Polícia Civil da Paraíba cumpriu mandados de busca e apreensão, realizou interrogatórios e submeteu à perícia o aparelho celular apreendido com o vereador. Ao final das diligências, a corporação concluiu que não foram encontrados elementos que confirmassem as suspeitas iniciais e manifestou-se pelo arquivamento do caso.

O entendimento foi acompanhado pelo Ministério Público, que solicitou o encerramento do inquérito por ausência de provas capazes de justificar o ajuizamento de uma ação penal.

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Na decisão, a Justiça destacou que o arquivamento não impede a reabertura das investigações caso surjam novas provas ou elementos que justifiquem a retomada do caso. O magistrado também determinou a devolução do celular apreendido com João Alves, uma vez que a perícia não identificou informações relevantes para o processo.

João Alves foi um dos alvos da Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência, no escritório e no gabinete do parlamentar, localizado na Câmara Municipal de Santa Rita.

À época da operação, o vereador negou qualquer envolvimento com atividades criminosas e afirmou que nenhuma irregularidade havia sido encontrada durante o cumprimento das medidas judiciais. A Câmara Municipal de Santa Rita também informou que a investigação não tinha relação com o exercício do mandato parlamentar e declarou que colaboraria com as autoridades sempre que fosse solicitada.

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