Espanha vence a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, conquista o bicampeonato da Copa do Mundo e entra para a história com recordes e uma nova geração de craques.
Seleção da Espanha levanta a taça de campeã da Copa 2026 ao derrotar a Seleção da Argentina - Foto: @FIFAcom

A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Após 16 anos da conquista inédita na África do Sul, em 2010, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), em Nova Jersey, e conquistou o segundo título da Copa do Mundo, consolidando uma nova geração de talentos e entrando para o seleto grupo de seleções bicampeãs.

O gol do título foi marcado pelo atacante Ferran Torres, que saiu do banco de reservas e decidiu a partida no segundo tempo da prorrogação. Assim como Andrés Iniesta em 2010, Ferran escreveu seu nome na história da seleção espanhola ao garantir a segunda estrela da “Fúria”, diante da atual campeã mundial.

A conquista teve um significado especial para diversos ídolos espanhóis presentes no estádio, entre eles Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta e Joan Capdevila, que acompanharam de perto o retorno da Espanha ao lugar mais alto do futebol mundial.

Domínio espanhol do início ao fim

Apesar do placar apertado, a Espanha controlou praticamente toda a decisão. Durante os 120 minutos, a equipe comandada por Luis de la Fuente criou as principais oportunidades e sufocou a Argentina, que só conseguiu finalizar em direção ao gol nos minutos finais da prorrogação.

O goleiro Emiliano “Dibu” Martínez foi o grande destaque argentino, realizando diversas defesas importantes para manter o empate durante o tempo regulamentar. A situação da Argentina ficou ainda mais complicada com a expulsão de Enzo Fernández, já nos acréscimos do segundo tempo.

Na prorrogação, a insistência espanhola foi recompensada. Após cruzamento de Pedro Porro e assistência de Nico Williams, Ferran Torres finalizou de primeira para marcar o gol que garantiu o bicampeonato mundial.

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Nova geração já mira 2030

Com um dos elencos mais jovens da competição, média de 26,2 anos, a Espanha reforça sua condição de favorita para os próximos ciclos. Nomes como Lamine Yamal, Gavi, Pedri e Nico Williams ainda estarão em plena maturidade na Copa de 2030, quando o país será uma das sedes do torneio.

O destaque ficou para Lamine Yamal, de apenas 19 anos, que entrou para a história como um dos mais jovens campeões mundiais, consolidando-se como uma das principais estrelas do futebol internacional.

Ferran Torres foi o responsável por destravar o placar e fazer o gol da vitória do título da Espanha – Foto: @FIFAcom

Recordes históricos

Além do bicampeonato, a Espanha alcançou duas marcas inéditas. Tornou-se a primeira nação a reunir simultaneamente os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina, já que as espanholas conquistaram o Mundial de 2023.

A seleção também estabeleceu um novo recorde de invencibilidade entre seleções nacionais, chegando a 38 partidas consecutivas sem derrotas e superando a marca anteriormente pertencente à Itália.

Despedida de Messi das Copas

Pelo lado argentino, a derrota marcou a despedida de Lionel Messi dos Mundiais. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Copas do Mundo com um título, conquistado em 2022, dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols.

A Argentina também adiou o sonho do tetracampeonato e viu interrompida a sequência iniciada com a conquista do Mundial do Catar.