A defesa da médica Larissa Maria Leal de Freitas afirmou que recebeu com “estranheza” a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) no caso que investiga o assassinato do engenheiro Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”, ocorrido em junho deste ano, em Lagoa Seca. Em nota e vídeo divulgados nesta sexta-feira (17), os advogados sustentam que a cliente não foi indiciada pela Polícia Civil ao término das investigações por ausência de elementos que comprovassem sua participação no crime.
De acordo com os advogados José V. B. de Moura Júnior e Joaquim C. Lorenzoni, todas as diligências investigativas foram concluídas sem que fossem encontrados indícios capazes de justificar o indiciamento da médica. Segundo a defesa, esse entendimento foi adotado pela autoridade policial responsável pelo inquérito.
“A defesa da médica Larissa Leal vem a público esclarecer que o oferecimento da denúncia causou estranheza diante da conclusão alcançada ao término das investigações, notadamente porque, analisadas todas as provas e esgotadas todas as diligências, não foram identificados elementos que indicassem sua participação”, diz um trecho da nota.
Os advogados também informaram que Larissa irá se apresentar formalmente à Justiça, colocando-se à disposição para todos os atos processuais e demonstrando confiança de que o andamento da ação penal esclarecerá os fatos.
Ainda conforme a defesa, a médica colaborará com o processo e acredita que, ao longo da instrução, ficará comprovada sua inocência.
Denúncia do Ministério Público
Na última quinta-feira (16), o Ministério Público da Paraíba denunciou Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado do engenheiro Rubens Fernandes da Costa Filho. Conforme a denúncia, Christian é apontado como autor dos disparos, enquanto Larissa teria participado do crime ao supostamente instigar o namorado e prestar auxílio material à ação criminosa.
O MPPB também denunciou Christian pelos crimes de lesão corporal, em razão das agressões contra a noiva e a cunhada da vítima no dia do crime, além de porte ilegal de arma de fogo.
Na ação penal, assinada pela promotora de Justiça Luciara Lima Simeão Moura, o Ministério Público requer ainda que os dois denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior a R$ 200 mil, pelos prejuízos causados aos familiares da vítima. O processo tramita em segredo de Justiça.
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Relembre o caso
O engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi morto a tiros na manhã de 21 de junho, no estacionamento de um evento de São João, em Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba.
Christian Medeiros foi preso em flagrante e apontado pelas investigações como o autor dos disparos. Rubens era ex-marido de Larissa Leal, atual companheira de Christian.
O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público no último dia 7 de julho. Na mesma data, representantes do MPPB receberam familiares da vítima em Campina Grande, ocasião em que ouviram relatos sobre o caso e o pedido por justiça antes da apresentação da denúncia.
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