A senadora Daniella Ribeiro (PP) criticou, nesta terça-feira (13), o que classificou como “idolatria” e “neurose” de eleitores que demonstram devoção política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República. Durante discurso no Senado Federal, ela também fez um alerta a pastores e pastoras evangélicas sobre o uso da religião no debate eleitoral.
Evangélica, Daniella afirmou que nenhum político deve ser colocado na posição de objeto de adoração e defendeu que lideranças religiosas evitem influenciar seus fiéis de maneira equivocada durante a disputa presidencial.
“Nem Bolsonaro, Flávio, é para ser idolatrado, nem Lula. Porque para quem crê, como eu, e como nós que professamos a fé evangélica, cristã, só há um para receber o nosso louvor e a nossa adoração”, declarou a senadora.
A parlamentar acrescentou que sua manifestação era um alerta para que representantes religiosos não induzam os fiéis ao erro. Ela também criticou o que chamou de “neurose” em torno dos candidatos, afirmando que esse comportamento pode ocorrer mesmo entre pessoas com conhecimento e capacidade de reflexão.
Senadora pede reflexão sobre democracia
Durante o pronunciamento, Daniella também defendeu que os eleitores avaliem os candidatos para além das disputas nas redes sociais e das declarações voltadas à repercussão pública.
Ao mencionar uma fala do senador Eduardo Braga, ela pediu uma reflexão baseada em critérios como trabalho, compromisso político e respeito à democracia, além de considerar experiências anteriores da política brasileira.
A senadora concluiu o discurso defendendo que a escolha eleitoral não seja guiada apenas por manifestações de apoio ou confrontos entre grupos políticos, mas por uma análise dos compromissos e das propostas apresentados pelos candidatos.


