Ao abrir mão da vice, Adriano priorizou a lealdade partidária

Por ÂNGELO MEDEIROS em 06 de agosto de 2026

A disputa pela vaga de vice na chapa governista deixou marcas nos bastidores da política paraibana e evidenciou o peso político do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos). Cotado até os momentos finais para compor a chapa encabeçada por Lucas Ribeiro (Progressistas), o parlamentar optou por abrir mão da indicação e priorizar a estratégia eleitoral do seu partido.

A decisão ocorreu após uma série de reuniões realizadas antes da convenção que oficializou as candidaturas de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado e de João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado Federal.

Reconhecido pela capacidade de articulação política, Adriano é apontado como talvez o único presidente da Assembleia a alcançar a unanimidade dos votos entre os 36 deputados estaduais da Casa de Epitácio Pessoa. A habilidade para construir consensos e manter alianças políticas sempre foi uma de suas principais marcas.

Nos bastidores, porém, a discussão sobre a composição da chapa majoritária acabou esbarrando em um ponto considerado inegociável pelo presidente da ALPB: a preservação das bases eleitorais do Republicanos.

Conforme antecipado anteriormente por este blog (LEIA AQUI), Adriano não teria concordado com a possibilidade de transferir parte do seu capital político para fortalecer candidaturas ligadas ao Progressistas. A avaliação interna era de que a medida poderia enfraquecer o desempenho eleitoral da legenda e comprometer a formação da futura bancada republicana na Assembleia Legislativa.

A expectativa é de que Adriano Galdino esteja entre os deputados estaduais mais votados do pleito, com projeções que ultrapassam a marca dos 50 mil votos. Parte dessa votação, no entanto, deixaria de contribuir para a chamada “cauda eleitoral” do Republicanos e poderia favorecer candidatos de outras siglas.

Na avaliação do parlamentar, a decisão poderia representar a perda de duas ou até três cadeiras para o partido.

Diante desse cenário, Adriano optou por permanecer ao lado da legenda e reforçar o compromisso assumido com o grupo político ao qual pertence.

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Sem tese de rompimento por enquanto

Apesar da ausência de Adriano Galdino e do deputado federal Murilo Galdino na convenção que homologou a chapa governista, interlocutores próximos à família garantem que o episódio não representa um rompimento com a base aliada.

Segundo fontes ligadas ao grupo, as divergências fazem parte das negociações políticas e a tendência é de que as pendências sejam resolvidas nas próximas horas, preservando a aliança construída ao longo dos últimos anos.

 


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