“Alguém tem que ceder”: o Republicanos já sabe o que terá de abrir mão para ficar com a vice

Faltando poucas horas para a convenção que oficializará a chapa governista para as eleições de 2026, um título eternizado pelo cinema parece traduzir com precisão o momento vivido nos bastidores da política paraibana: “Alguém Tem Que Ceder”.

A comédia romântica estrelada por Jack Nicholson e Diane Keaton, lançada em 2003, ganhou um significado bem diferente no cenário político estadual. Se, no filme, a história gira em torno das concessões necessárias para que uma relação avance, na Paraíba o enredo envolve poder, espaços institucionais e a busca por um equilíbrio capaz de manter unida a maior aliança política do estado.

O Republicanos chega à reta final das negociações defendendo que a vaga de vice-governador na chapa do governador Lucas Ribeiro (Progressistas) seja ocupada por um nome da legenda. O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, e o deputado estadual Wilson Filho aparecem como os principais cotados para a indicação.

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Segundo fontes da base governista, o Progressistas teria condicionado a indicação da vaga de vice ao Republicanos a uma contrapartida política. Entre as exigências discutidas estariam a liberação da presidência da ALPB nos próximos dois biênios ou a construção de acordos que envolvam a cessão de bases eleitorais para fortalecer pré-candidatos a deputado estadual do PP.

A proposta, no entanto, não foi bem recebida pelo Republicanos. Integrantes da legenda argumentam que o partido já cumpriu sua parte no chamado “acordo da Granja”, ao retirar Adriano Galdino da disputa pelo Governo do Estado, entendimento que, segundo interlocutores, também contemplaria a futura presidência da ALPB. Além disso, deputados resistem à possibilidade de abrir mão de suas bases eleitorais.

O impasse mantém indefinida a escolha do pré-candidato a vice-governador e evidencia que a negociação vai muito além da composição da chapa majoritária. O desfecho das próximas horas poderá definir não apenas quem ocupará a vaga ao lado de Lucas Ribeiro, mas também o equilíbrio de forças entre Progressistas e Republicanos nos próximos anos.

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