O deputado estadual Chico Mendes (PSB), líder do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e anunciado como primeiro suplente de João Azevêdo (PSB) na disputa pelo Senado, comentou as repercussões provocadas por sua decisão de não disputar a reeleição para o Legislativo estadual.
Segundo o parlamentar, a mudança gerou preocupação entre integrantes do PSB, como Tibério Limeira, Nelinho Costa e Eduardo Brito, diante da necessidade de o partido manter uma nominata competitiva para as eleições de 2026. Chico afirmou, entretanto, que considera naturais as dúvidas levantadas após sua saída da disputa.
“Se você ficar no lugar deles, vocês entendem o que eles cobram, eles se preocupam. Claro que quando chega uma notícia dessa, que nem eu mesmo também estava obviamente mentalmente preparado, desperta todo tipo de conjectura, todo tipo de comentário”, afirmou.
Chico Mendes também rejeitou a possibilidade de sua saída estar relacionada a algum acordo para favorecer outros candidatos. Para ele, sua esposa, Nil Mendes, poderá assumir o espaço político deixado por ele e preservar a força eleitoral construída pelo grupo no Sertão paraibano.
O deputado afirmou ainda que Nil poderá alcançar uma votação semelhante ou até superior à que ele obteria caso permanecesse na disputa pela Assembleia Legislativa.
“Eles têm consciência que Nil Mendes vai tirar a mesma votação, se não uma votação maior do que a que eu tirava na Paraíba, pela força que ela tem. Ela mesma, não é nem Chico Mendes, lá no Alto Sertão, sobretudo em Cajazeiras, São José de Piranhas e região”, declarou.
Trajetória política no Sertão
Natural de São José de Piranhas, Chico Mendes iniciou sua trajetória política no município, onde exerceu três mandatos como vereador, presidiu a Câmara Municipal em quatro oportunidades e também foi prefeito.
Formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o parlamentar está atualmente no segundo mandato na Assembleia Legislativa. Em 2023, assumiu a liderança do Governo na Casa por indicação do então governador João Azevêdo, permanecendo na função durante a gestão de Lucas Ribeiro (PP).
Com a decisão de disputar uma vaga no Senado como primeiro suplente de João Azevêdo, Chico Mendes passa a concentrar sua atuação na campanha majoritária, enquanto Nil Mendes surge como principal nome do grupo para ocupar o espaço deixado por ele na disputa proporcional.

