A preocupação de Cabo Gilberto não é com os mais pobres, mas com quem pode comprar iPhone
Foto: reprodução

O deputado federal reeleito Cabo Gilberto Silva (PL-PB), admitiu que o bloco de oposição não deverá reunir o quórum qualificado necessário para avançar com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar paraibano, a avaliação do cenário político no Congresso Nacional foi impactada pelo desfecho da eleição presidencial de 2026 e a não eleição de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

A legislação eleitoral e regimental exige uma margem alta de votos na Casa Alta para a destituição de um magistrado da Corte Suprema, o que exige ampla articulação política entre diferentes campos partidários.

Ao detalhar os números exigidos pelas regras constitucionais para a cassação de ministros do STF ou do chefe do Executivo Federal, Cabo Gilberto explicou a complexidade do cálculo político no Senado.

“Infelizmente, com a derrota de Flávio, a gente não vai conseguir os 54 votos do quórum classificado. Para se ter uma ideia, a maioria absoluta para eleger o presidente do Senado é preciso 41 senadores, para mudar a Constituição Federal são 49 senadores e para o impeachment do ministro do STF, quanto para o presidente da República, são 54 e, dificilmente, com a perda das eleições a gente vai chegar a esse número”, admitiu.

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Apesar da avaliação pessimista quanto aos números atuais da bancada, o parlamentar ressaltou que a aprovação da medida não é impossível, mas tornou-se um desafio mais complexo. Segundo ele, o avanço do processo dependeria fundamentalmente de uma adesão em bloco dos congressistas do Centrão para formar a maioria necessária e afastar o ministro do Supremo.