Cida Ramos cita divisão explícita entre grupo Cunha Lima e diz que impasse na oposição inviabiliza aliança com PT
Na imagem, a presidente do PT da Paraíba, Cida Ramos

Uma discussão entre os deputados estaduais Cida Ramos (PT) e George Morais (PL) elevou a tensão durante sessão remota da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta quarta-feira (28). O presidente da Casa, Adriano Galdino (Republicanos), interveio e determinou o corte dos microfones de parlamentares que desviassem o debate dos projetos em votação.

O confronto ocorreu durante a discussão de uma proposta encaminhada pelo governador Lucas Ribeiro (PP) que autoriza o remanejamento de R$ 2 bilhões do orçamento estadual. George Morais, líder da oposição, questionou a medida e afirmou que o projeto não detalhava de onde os recursos seriam retirados nem para onde seriam destinados. O deputado classificou a proposta como um possível “cheque em branco” ao Executivo.

A discussão ganhou contornos políticos quando Cida Ramos rebateu as críticas e relacionou a postura do colega à derrota eleitoral de seu irmão, o senador Efraim Filho (PL), na disputa presidencial. “George Morais deveria estar feliz, ter sido eleito deputado federal, mas a revolta do irmão ter perdido, com uma margem tão grande, expressiva”, declarou a deputada.

George interrompeu a fala e contestou a abordagem. Cida, por sua vez, reivindicou o direito de concluir o pronunciamento e pediu respeito ao tempo de fala. A troca de acusações desviou a discussão do conteúdo orçamentário que estava em análise.

Diante do impasse, Adriano Galdino advertiu os parlamentares e determinou que os microfones fossem cortados quando as intervenções fugissem do assunto em votação. O presidente afirmou que o foco deveria permanecer na análise dos projetos e criticou o uso dos pronunciamentos para disputas políticas.

Após a intervenção, a sessão prosseguiu com a apreciação das matérias da pauta orçamentária. O episódio ocorreu em meio à continuidade das divergências entre governo e oposição na Assembleia, com questionamentos sobre a autorização para remanejar recursos públicos no encerramento do exercício financeiro de 2026.