O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) ampliou a capacidade de diagnósticos com o equipamento de ressonância magnética, que é o primeiro de João Pessoa, no âmbito do Governo do Estado, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O aparelho confere maior precisão e segurança nas condutas clínicas, sendo útil nas áreas mais críticas, como Urgência e Emergência, Unidade de Terapia Intensiva e Oncologia. Por mês, são realizados mais de 500 exames, em média, atendendo pacientes internados e pacientes externos enviados pela Central de Regulação Estadual.
Conforme a diretora-geral do HSGER, Lidiane Nascimento, o serviço de ressonância magnética representa um avanço decisivo na qualificação da assistência oferecida à população. “Trata-se de um equipamento moderno, com alta capacidade diagnóstica e que permite avaliações mais precisas, ágeis e seguras, contribuindo diretamente para a definição do tratamento mais adequado para cada paciente. Com o maquinário, reduzimos a necessidade de deslocamentos, ampliamos a resolutividade e fortalecemos a integração entre as equipes clínicas, que agora contam com exames de imagem mais completos para apoiar suas decisões”, aponta.

A ressonância magnética é um exame de diagnóstico por imagem que gera imagens detalhadas do interior do corpo — órgãos, músculos, ossos, vasos, tecidos — usando campo magnético e ondas de rádio, sem emitir radiação ionizante como raio-X ou tomografia. O exame permite a visualização de estruturas internas com grande precisão e em diferentes planos.
A paciente Marinena Tavares aprovou o atendimento do serviço. “Eu recebi o diagnóstico de endometriose e fiz o exame de ressonância a pedido da médica, antes de retornar para nova consulta pós-cirúrgica. Aqui fui muito bem atendida por todos da equipe e, além disso, o equipamento utilizado é novo e moderno”, relatou.
Para a coordenadora do CDI, Aparecida Gambarra, a ressonância magnética é mais do que um novo equipamento, é parte do compromisso institucional de modernizar a estrutura, ao investir em tecnologia e, sobretudo, oferecer um atendimento de qualidade pelo SUS. “Seguimos trabalhando para garantir que cada paciente tenha acesso ao que há de melhor em saúde pública. No que se refere à segurança do paciente, este é um método não invasivo, sem radiação e ideal para avaliações repetidas”, observa.
O coordenador técnico em Radiologia do HSGER, Douglas Santana, reforça que o aparelho de ressonância magnética agrega no diagnóstico de doenças abdominais e pélvicas, áreas nas quais a unidade hospitalar é referência. “O aparelho melhorou a assistência prestada aos pacientes com suspeitas de tumores hepáticos, pancreáticos, renais, uterinos, próstata e endometriose, por exemplo. Além disso, tornou o hospital uma referência em diagnóstico por imagem, modernizando nosso parque tecnológico, alinhado com as práticas atuais de medicina de precisão”, indica.
Investimento – A unidade hospitalar, administrada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) e integrante da rede estadual, investiu a quantia de R$ 1,5 milhão na execução de obras de engenharia e aquisição de equipamentos auxiliares, segundo o gerente executivo de Engenharia Hospitalar, Jonathan Canuto. “Para ampliar a área do Centro de Diagnóstico por Imagem, usamos salas administrativas que reformamos para receber o equipamento. Fizemos um estudo para medir a área de magnetismo e dimensionamos a gaiola de Faraday, que é um invólucro feito de material condutor usado para blindar o seu interior de interferências eletromagnéticas externas”, explica.
Antes de entrar em funcionamento, a máquina passou por diversos testes por questões de segurança e para avaliação da qualidade dos exames e confiabilidade do diagnóstico. O equipamento foi importado da Alemanha e é da marca Siemens, de 1.5 tesla – unidade de referência que mede o campo magnético do equipamento.
O CDI do hospital Edson Ramalho também realiza os exames de tomografia computadorizada, ultrassonografia geral, radiografia, colonoscopia, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, videolaringoscopia e endoscopia digestiva alta. Recentemente, o setor passou por obras de reforma e melhorias para a melhor assistência aos pacientes.


