O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que nem ele nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam dizer com “100% de certeza” que alguém foi eleito presidente do Brasil.
Questionado se se considera o verdadeiro presidente eleito, Flávio afirmou ter “ressalvas, motivos e indícios” para desconfiar do processo eleitoral, citando as duas horas de ampliação do período de votação após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, posteriormente referendada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
“Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto”, declarou o senador. Segundo ele, a estratégia jurídica de seu grupo será questionar suposto uso irregular da máquina pública durante a eleição. “Isso não é permitido. Se fosse a chapa do Flávio Bolsonaro, estava cassada”, afirmou.
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Sem apresentar novas evidências, Flávio também disse não ter garantia de que não teria sido eleito ainda no primeiro turno. O senador questionou o crescimento da votação de Lula no intervalo entre os dois turnos e afirmou que nem uma suposta “compra de voto” explicaria o resultado obtido pelo petista na segunda etapa da disputa.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também evitou comentar o plano de fuga que o levou aos Estados Unidos. Ele afirmou que ainda avalia com a família se permanecerá no país ou se retornará ao Brasil.
Sobre a permanência em território norte-americano, o senador disse que está utilizando reservas financeiras acumuladas durante os cerca de 20 anos em que atua como parlamentar.


