A coordenação da campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tenta reorganizar sua estratégia política para os últimos dez dias do segundo turno das eleições presidenciais. A mudança ocorre após levantamentos levarem a uma aproximação entre os candidatos e em meio a uma sequência de reveses sofridos pela oposição no Congresso Nacional.
Entre os principais obstáculos enfrentados pelo grupo do candidato do PL estão a aprovação em definitivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 – uma das bandeiras centrais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – e os impasses na pauta da segurança pública, como o aditamento da votação da PEC da Segurança em razão das divergências sobre a redução da maioridade penal.
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O movimento de recalibragem do QG bolsonarista reflete o acirramento das intenções de voto. O levantamento do instituto Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (15), apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, estreitando a vantagem de quatro pontos registrada na sondagem anterior (52% a 48%).
A tramitação e a aprovação do fim da jornada 6×1 impuseram um recuo tático à candidatura de oposição. O senador, que no primeiro turno chegou a classificar a medida como “oportunista”, alterou seu posicionamento na terça-feira (13), anunciando voto favorável à redução da jornada laboral após reuniões políticas e uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília.
A guinada ocorreu após a equipe de campanha constatar a forte adesão popular da proposta, inclusive entre a base de eleitores do próprio candidato do PL. A matéria, proposta originalmente pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) em 2019 e encampada pela candidatura governista, estabelece o limite de 40 horas semanais e a garantia de dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

