O deputado federal eleito e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), manifestou apoio à cantora paraibana Juliette Freire nesta terça-feira (13), após críticas feitas por Flávio Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL-MG) a conteúdos publicados pela artista nas redes sociais. Em entrevista ao Portal Fonte83, o petista criticou a postura dos parlamentares e acusou a extrema-direita de recorrer à intimidação e à distorção de informações.
Na avaliação de Ricardo, as reações dos políticos buscam desqualificar manifestações contrárias às posições que defendem. O ex-governador afirmou que a repetição de informações falsas é utilizada como estratégia para influenciar a opinião pública.
Durante a entrevista, Ricardo também citou o bispo evangélico JB Carvalho, apontado no vídeo do projeto Revelando como uma figura próxima a Flávio Bolsonaro. O petista mencionou declarações do religioso sobre Nossa Senhora Aparecida e acusou o senador de mentir ao negar relações com Daniel Vorcaro, personagem envolvido no caso Banco Master.
Ao reforçar seu apoio a Juliette, Ricardo afirmou que a cantora não deve se preocupar com os ataques recebidos. Segundo ele, a artista tem convicção sobre o posicionamento que adotou e não deve se intimidar diante das críticas.
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A polêmica envolve o vídeo “A Guerra à Santa”, que aborda manifestações contrárias à devoção a Nossa Senhora Aparecida e discute a relação entre religião e política. Conforme os números divulgados sobre a publicação, o material ultrapassou 27 milhões de visualizações e 295 mil comentários no Instagram.
Flávio Bolsonaro contestou o conteúdo, acusou a produção de utilizar a imagem da santa para fins eleitorais e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial. Nikolas Ferreira também divulgou um vídeo em resposta, questionando a iniciativa e associando a manifestação da cantora a uma estratégia eleitoral.
A repercussão ampliou o debate sobre a influência da religião no cenário político e a polarização às vésperas do segundo turno presidencial, após Juliette defender o diálogo e criticar a divisão política no país.

