O candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, colocou água fria nas articulações de lideranças do Centrão ao deixar claro que não apoiará a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados nem de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando do Senado a partir de 2027.
O recado foi repassado durante os bastidores das negociações que buscaram aproximar o União Brasil, o PP e o Republicanos da campanha do PL para a disputa do segundo turno presidencial.
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Conforme apurações obtidas pela CNN Brasil, Flávio tratou do assunto com as cúpulas partidárias e se recusou a firmar pactos políticos voltados à recondução automática dos atuais chefes do Legislativo federal.
A postura gerou reações distintas entre os dirigentes das legendas aliadas. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, admitiu o fracasso em tentar costurar uma saída que blindasse a manutenção de Hugo Motta no posto, resumindo o cenário à emissora ao declarar que tentou, mas sem sucesso.
Por sua vez, o chefe nacional do PP, Ciro Nogueira, optou por adotar cautela diante de seus aliados e avaliou que o momento exige prioridades, afirmando nos bastidores que é preciso escolher quais batalhas valem a pena comprar.
No caso do União Brasil, a condução do presidente Antônio Rueda sequer avançou em tratativas para resguardar a cadeira de Alcolumbre.


