A Polícia Militar entrou no campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) na manhã desta quinta-feira (8), durante uma mobilização política estudantil. O ato ocorria em meio a manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contrárias a Flávio Bolsonaro (PL).
Dados preliminares indicam que o clima esquentou devido a um bate-boca entre estudantes com ideologias opostas. Estudantes de perfil conservador teriam contestado a execução do ato e a fixação de cartazes e adesivos pelas dependências da instituição de ensino. No calor da discussão, houve denúncias de injúria racial e troca mútua de acusações entre as partes envolvidas.
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Os organizadores e participantes do ato estudantil apresentaram uma narrativa distinta sobre a intervenção policial no espaço acadêmico. De acordo com o grupo, a PM foi acionada por estudantes alinhados a pautas conservadoras com o intuito de denunciar a mobilização e tentar barrar a realização do protesto.
A incursão dos policiais militares no campus aconteceu justamente no momento em que o impasse entre os dois grupos se intensificava. Até o fechamento desta matéria, não houve divulgação de nota oficial por parte da universidade ou das forças de segurança esclarecendo quem efetuou a chamada à polícia, e nem foram registradas detenções ou conduções de envolvidos à delegacia.


