Uma denúncia de fraude eleitoral levou a Polícia Federal a abrir investigação sobre a distribuição de material impresso com informações falsas contra a candidata a deputada estadual Maria Porto (União Brasil). A poucos dias da votação, moradores de Esperança e Arara, no Brejo paraibano, receberam santinhos com o nome da postulante, mas com a numeração de urna alterada.
Enquanto a candidatura está registrada na Justiça Eleitoral sob o número 44123, os panfletos distribuídos clandestinamente exibiam um código numérico diferente, configurando tentativa de anulação sistemática de votos.
A equipe jurídica de Maria Porto aponta para um esquema planejado para prejudicar seu desempenho nas urnas.
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A PF deflagrou diligências na região para mapear a gráfica responsável pela impressão, além dos financiadores e distribuidores da propaganda clandestina. Se confirmada a intencionalidade, os envolvidos poderão ser enquadrados em crimes como falsidade ideológica eleitoral e divulgação de fatos inverídicos no processo de votação.
“Uma ação planejada para enganar o eleitor não atinge apenas uma candidatura: atinge a liberdade do voto e a própria democracia”, repudiou a candidata.
“Quem ensinou a mim e à minha família a fazer política ensinou que eleição se disputa com propostas, ideias e respeito à vontade soberana do eleitor — jamais com fraude, falsificação ou artifícios destinados a confundir quem vai às urnas. Confio na Polícia Federal e na Justiça Eleitoral”, concluiu Maria Porto.


