Alexandre de Moraes pede a Jair Bolsonaro que apresente convite para posse de Donald Trump
Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução)

Em uma contraofensiva protocolada no fim da noite desta segunda-feira (14), o ministro Alexandre de Moraes quebrou o silêncio e entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos. No documento, o magistrado classifica como “farsa” e “armação político-eleitoral” o relatório da Polícia Federal que compilou mensagens enviadas a ele pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Moraes assegura que as 54 linhas de investigação e as 48 petições do caso não contêm qualquer indício da prática de infração penal por sua parte.

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Foi a primeira reação oficial de Alexandre de Moraes após a divulgação do acervo probatório. Ele relacionou a pressão por sua investigação a um movimento de retaliação orquestrado por setores atingidos pelas decisões do tribunal nas investigações sobre os atos golpistas.

“Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, registrou.

A manifestação antecede a sessão plenária desta terça-feira (15), na qual os ministros da Corte decidirão se abrem ou não um inquérito formal contra Moraes. O julgamento será presidido por Fachin, que assumiu a condução dos procedimentos após os embates diretos entre o relator original, ministro André Mendonça, e o próprio Moraes.

O texto enviado à Presidência do STF diz que o relatório policial cometeu ilações absurdas ao classificar o material apreendido como diálogos. A defesa argumenta que uma conversa pressupõe troca de mensagens entre dois polos, enquanto a perícia do celular de Vorcaro resgatou apenas anotações e mensagens enviadas de forma unilateral pelo ex-banqueiro, sem qualquer resposta ou registro de emissão do terminal do ministro.

Moraes também rebateu expressamente a suspeita de ter vazado informações sigilosas sobre a Operação Compliance Zero antes do cumprimento do mandado de prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025.

“A prisão foi normalmente realizada, inclusive com a apreensão do instrumento mais importante para a investigação — o celular do investigado. E a prisão não foi realizada em um aeroporto clandestino, em uma pista de pouso no interior do Brasil”, completou.