O pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), voltou a comentar o fenômeno do voto cruzado nas eleições e afirmou que, embora a prática faça parte da realidade política brasileira, ela prejudica a consolidação dos projetos partidários e das chapas majoritárias.
Durante entrevista à Rádio 100.5 FM, nesta terça-feira (28), o emedebista reconheceu que muitos eleitores e lideranças optam por apoiar candidatos de diferentes grupos políticos. No entanto, ressaltou que esse comportamento não fortalece as alianças construídas pelos partidos.
Para ilustrar seu entendimento, Cícero relembrou a campanha eleitoral de 1994, quando disputou o Governo da Paraíba. Segundo ele, a unidade da chapa foi decisiva para o desempenho do grupo nas urnas.
“Naquela oportunidade elegemos os dois senadores, o governador, oito dos doze deputados federais e vinte e sete dos trinta e seis deputados estaduais, tudo pela unidade da chapa”, recordou.
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Apesar de admitir que o voto cruzado amplia as opções de escolha para o eleitor, Cícero avaliou que a prática enfraquece os projetos políticos.
“Infelizmente, esse voto cruzado pode até criar mais alternativas para o eleitor, mas, como consolidação partidária, isso não contribui em nada”, afirmou.
Questionado sobre prefeitos filiados ao MDB que estariam apoiando pré-candidatos de grupos adversários, o pré-candidato evitou críticas e afirmou compreender que muitos desses compromissos foram firmados antes da definição do cenário eleitoral. Segundo ele, o diálogo continuará sendo a principal estratégia da pré-campanha.
“Nessas alturas já há compromissos assumidos há bastante tempo. Eu vou continuar na minha caminhada, porque quem decide a eleição é o eleitor”, declarou.
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